Levando sua informação com você, para onde você for

Se eu ainda não disse, que seja agora dito :  sou viciado em informação. Assino inúmeros feeds RSS e leio por completo a grande maioria deles.

Já tentei de diversas formas levar a informação comigo para todos os lugares, mas sempre falhei miseravelmente em todas as minhas tentativas, por diversos motivos distintos.


O brinquedinho

O brinquedinho


Ultimamente, tenho me divertido bastante com meu novo brinquedo/presente. O pequenino netbook me permite armazenar uma quantidade copiosa de informações e levá-las comigo para onde quer que eu queira.

Já havia tentado armazenar as informações que queria ter sempre comigo no smartphone, mas sempre tive como empecilho o fato do smartphone não ser na verdade um computador real.

Ele quebra um galho, mas não tem tudo o que um computador real pode oferecer e tentar utilizá-lo como se o mesmo realmente fosse um computador real sempre acabou me trazendo dores de cabeça.

Existe também o problema da limitação de espaço e capacidade. Um smartphone, por mais poderoso que seja, não é um computador real e, por isso, é limitado em vários pontos.

Um dos pontos principais é a capacidade de armazenamento. Isso seria solucionável com o abuso da nuvem para armazenar seus dados e tê-los disponíveis com você onde você estivesse. Infelizmente, isso é lindo na teoria, mas na prática ainda não é toda essa maravilha que pregam.

Existe a questão dos planos de dados terem um custo proibitivo para a grande maioria das pessoas (eu incluso) e o problema de ambas velocidade de acesso e cobertura serem bastante diferentes do que as operadoras querem nos fazer acreditar.

Eu tinha uma esperança com o Kindle. O que mais me chamava a atenção no Kindle era a conexão 3G gratuita. Ou seja, você compra o gadget, pode carregar seus livros por aí, ter acesso a Amazon para comprar os livros que quiser, acesso a jornais online (somente aqueles que tiverem uma parceria com a Amazon, provavelmente), ler em uma tela que não fica devendo quase nada a experiência de leitura de um livro convencional e uma conexão constante a Internet.

Seria uma maravilha se não fosse pelo fato de que, ao menos na versão internacional do Kindle, aquela que oficiamente lhe possibilitará utilizar a conexão 3G gratuita em território nacional, você não poderá utilizar o gadget para navegar livremente na Internet.

Segundo a Amazon, a conexão é para acesso exclusivo a loja online da Amazon (para comprar livros e baixá-los para o Kindle) e provavelmente ao conteúdo de parceiros de conteúdo online, como um jornal online, por exemplo.

De lambuja, a única coisa a qual lhe permitem acesso na versão internacional, ao menos para os usuários brasileiros, é a Wikipedia. Não que eu não acredite que seja louvável dar acesso gratuito a Wikipedia (conexão gratuita, não somente o acesso a informação lá contida), mas acredito que o gadget seria quase perfeito se ao menos acesso ao Google Reader fosse permitido.

Imagine poder ler seus feeds RSS atualizados enquanto você está sentado no trem, naquelas viagens tediosas, maçantes e infindáveis as quais somos obrigados a nos sujeitar para a locomoção diária casa -> trabalho, trabalho -> casa. Seria ótimo.

Enquanto isso não é possível, eu tinha a idéia de utilizar a funcionalidade de leitura offline do Google Reader, implementada com base no Google Gears, para poder armazenar uma cópia do conteúdo dos feeds RSS que assino para leitura offline.

Quando ganhei o netbook, utilizei a instalação Windows XP que veio com o mesmo (com licença, tudo oficialmente legal) para testar todos os componentes de hardware e somente depois acabar com o Windows e instalar Linux.

Uma das coisas com as quais fiquei feliz, na época, foi o fato de conseguir ter o Google Reader funcionando com o Google Gears na versão do Google Chrome, meu navegador preferido, para Windows XP.

Fiquei bastante contente e comecei a imaginar que tinha resolvido o meu problema de conseguir levar comigo minhas informações para onde eu as quisesse disponíveis. Obviamente, não era em tempo real, mas já quebrava um galho.

Qual não foi minha decepção ao descobrir que a leitura offline do Google Reader, com base no Google Gears, não funciona na versão do Google Chrome para Linux. O Google Gears, na verdade, não é instalável no Google Chrome para Linux.

E como dizem por aí que o Google estaria abandonando o Google Gears para implementar a mesma funcionalidade em HTML5, até que isso seja feito, infelizmente, provavelmente não teremos leitura offline para o Google Reader funcionando no Google Chrome para Linux.

Porém, somente hoje, acabei tropeçando sem querer na informação de que o Liferea, um leitor de feeds offline que usei muito no passado, possui suporte a sincronização com o Google Reader.

Fiquei muito contente com isso. Instalei o Liferea novamente rapidamente, consegui apontar para o Google Reader como fonte de feeds (somente fornecendo as credenciais de minha conta Google) e em poucos minutos estava com ele sincronizado com o Google Reader.

O interessante é que a sincronização e de mão dupla, ou seja, o que você lê offline é marcado como lido na versão online e vice-versa. No Liferea, você ainda pode marcar posts como “starred”, da mesma forma que o faz na interface Web do Google Reader.

Adicionalmente, no Liferea, você ainda tem a funcionalidade “broadcast-friends”, a qual lhe permite visualizar os posts compartilhados por seus contatos Google que compartilham seus feeds no Google Reader.

Obviamente, o suporte ao Google Reader no Liferea não possui todas as funcionalidades que a interface Web do Google Reader possui, mas possui todas as principais funcionalidades e  a funcionalidade mais útil está lá : sincronizar suas leituras de e para o Google Reader.

Agora, com o netbook, posso ter comigo minhas informações da forma como as quero, em qualquer lugar, e ter certeza que não estaria lendo informações duplicadas por estar lendo as mesmas uma vez em uma versão offline e outra em uma versão online do Google Reader.

Isso tudo acontece sem a necessidade de acesso a Internet durante minha movimentação diária e sincronizo as informações de e para o Google Reader quando chego em algum local onde conexão a Internet esteja disponível. Bastante cômodo.

Obviamente, uma solução final perfeita para a leitura offline (ou para a leitura online através de um gadget que esteja sempre conectado e que seja financeiramente viável) ainda não existe.

Essa é a forma que eu passarei a adotar para lidar com minhas leituras e acredito que a mesma seja um bom meio termo entre facilidade, comodidade e bom tratamento ao meu pobre e coitado bolso.

Agora, o que falta somente é realmente poder sacar o netbook da bolsa, abrí-lo e utilizá-lo dentro de um trem (não um metrô) metropolitano em São Paulo e não temer por perder sua vida sendo assaltado.

Nessas horas, sinto inveja do pessoal da Europa, os quais, segundo fiquei sabendo, fazem isso rotineiramente. Por lá, aparentemente, utilizar notebooks/netbooks dentro de trens é tão comum quanto é usar o celular em trens de São Paulo.

E você? Como você lida com sua leitura diária e como consegue se manter atualizado? Você consegue utilizar suas horas perdidas dentro do transporte público para colocar sua leitura em dia? De que forma? Qual a sua solução?

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Netbook MOBO 1050 White : presente de natal recomendado

Faz um tempo que não escrevo nada. Muito para fazer, pouco tempo livre disponível e muita preguiça levam a isso, mas não vou tentar me desculpar mais do que isso, esqueçam 🙂

O que me levou a escrever este post foi o recebimento de meu novo brinquedo : um netbook MOBO 1050 White da Positivo. Sim, eu também tive a mesma reação da maioria de vocês quando soube que eram um Positivo, mas agora, depois de utilizá-lo por alguns dias, minha primeira impressão se provou completamente errada e eu assumo que tinha um pré-conceito injustificável.

Para começar, um aviso : não comprei o brinquedo. Ganhei em um sorteio no final de ano em uma festa da empresa onde trabalho. Obviamente, isso me fez gostar ainda mais do brinquedo, uma vez que, além de toda a utilidade que ele possui, a cereja no bolo foi o fato dele não ter me custado nada.

O modelo que eu ganhei, estranhamente, difere do que eu encontrei por aí em relação ao MOBO 1050 White em um ponto : ele possui um HD SATA de 160GB e não um HD SATA de 120GB, como todos os reviews que eu encontrei diziam. Melhor, obviamente. Não reclamo de nada.

O brinquedo vem com Windows XP SP3 instalado, alguns softwares básicos e uma licença de um ano de uso do antivírus Kaspersky 6.0, bem como acesso ao dicionário Aurélio online por um tempo determinado (não me recordo se são seis meses ou um ano).

Fiquei com o Windows XP instalado por pouco mais de 24 horas, basicamente para poder testar rapidamente o funcionamento dos itens de hardware. Sim, eu poderia simplesmente instalar Linux e testar o hardware já sob Linux, mas os testes sob Windows me ajudariam a apontar algum possível problema de hardware  que por ventura existisse, uma vez que os fabricantes simplesmente ignoram relatos de problemas com hardware quando o sistema operacional utilizado difere do sistema operacional padrão pré-instalado.

Após testar todos os componentes, instalei Debian GNU/Linux 5.0.3 (codinome Lenny) através de um pendrive USB que possuo, já que o brinquedo, como todo netbook, não possui leitor de CD/DVD (eu não senti falta nenhuma de um até agora, na verdade).

Após instalar um sistema básico, atualizei para a versão instável do Debian GNU/Linux, a qual sempre utilizei em minhas máquinas pessoais desde sempre. Nenhum problema foi notado, tudo funcionou conforme esperado.

No momento, tudo está funcionando corretamente : portas USB (duas na lateral esquerda e uma na lateral direita), leitor de cartões multi-formatos, webcam embutida, microfone também embutido, conectores de fones de ouvido e microfone externos, porta Ethernet PCI-Express e interface wireless embutida.

Fazer a webcam funcionar, após atualização para Debian unstable (não testei antes de atualizar), foi somente questão de executar o aplicativo Cheese do GNOME e já visualizar as imagens sendo capturadas corretamente. Sim, somente isso, mais nada. Não foi necessário me preocupar com módulos de kernel, parâmetros de inicialização para módulos e nada do tipo.

A interface wireless também funcionou de maneira fácil. Com o NetworkManager instalado, simplesmente selecionei o rede wireless doméstica na lista de redes wireless detectadas, forneci minha passphrase privada e pronto, já estava acessando a Internet sem fio a partir do sofá da sala.

A duração da bateria (dizem ser uma bateria de seis células, mas eu não estou nem aí para que tipo de bateria é) também é ótima. Testei utilizando o netbook desconectado da fonte de energia externa, somente na bateria, com o wireless ligado e utilizando o acesso a Internet (navegação em múltiplas abas no Google Chrome, e-mails no Icedove, mensagens no Empathy, acessando diversos servidores remotos via SSH) e a bateria durou quase 5 (sim, cinco) horas.

O processador, um Atom N270 de 1,6GHz, foi pensando exatamente para economia de energia e isso provavelmente influenciou no ótimo tempo de duração da carga da bateria. O brinquedinho vem por padrão com 1GB de memória RAM e, ao menos por enquanto, eu não pretendo adicionar mais memória.

A utilização de memória fica normalmente perto dos 300MB com o GNOME aberto e todas as aplicações citadas acima abertas ao mesmo tempo. A utilização de processamento fica geralmente abaixo dos 10%, com alguns picos quando visualização de vídeos, por exemplo, é utilizada, mas nada que comprometa a performance do sistema como um todo.

Não testei hibernação (para disco), mas testei suspensão (para RAM) e funcionou maravilhosamente bem, de forma bem rápida, tanto para suspender para RAM quanto para restaurar de uma suspensão. Todos os dispositivos, como a interface wireless, por exemplo, voltam funcionando corretamente após retornar de uma suspensão para RAM.

Além dos pontos citados acima, o que mais me chamou atenção de uma maneira positiva foi o fato de que o brinquedinho é muito silencioso, algo que eu aprendi a gostar quando comprei um MacBook, há uns dois anos atrás. Além do silêncio, ele também praticamente não esquenta.

Estou escrevendo este post do sofá da sala de casa, via wireless, e o netbook está apoiado no colo, tendo sido utilizado desde o início da manhã. Não consigo perceber nenhum aquecimento nas pernas, nem mesmo se eu colocar as mãos na parte inferior da estrutura do chassi.

Segundo a documentação, ele possui 1,3Kg de peso total, acredito que já com a bateria de seis células incluída. Nada mal. Eu já achava o MacBook leve em comparação com outros notebooks. Agora, com o MOBO, passei a achar o MacBook pesado. Questão de percepção, óbvio.

No geral, gostei muito do brinquedo. Obviamente, não substitui totalmente um desktop nem mesmo um notebook, mas para as tarefas mais triviais, como navegação na Internet, leitura de e-mails, bate-papo online, blogging/micrblogging e plataforma móvel de acesso remoto (SSH FTW), o MOBO atende muito bem as necessidades.

Como ganhei o brinquedo, o considero ainda melhor, mas eu o recomendaria para quem tivesse interesse em adquirir um netbook. De fato, se eu não o tivesse ganhado e somente tivesse passado pela experiência de tê-lo utilizado por alguns dias, como eu o fiz até o momento, poderia adquirí-lo tranquilamente.

Não tenho idéia do preço (lembre-se que eu não o comprei, mas sim o ganhei), mas acredito que o valor do mesmo atualmente esteja por volta dos R$ 1.000,00, provavelmente um pouco abaixo desse valor. E vale a pena, com certeza.