Gerenciamento de configurações : meu novo vício

Dizem que a vida é cíclica. De tempos em tempos, um novo ciclo se inicia, logo após um ciclo anterior ter se fechado. Observando com atenção, podemos notar padrões indicando finais e inícios de novos ciclos constantemente. Tudo acaba, tudo reinicia novamente, tudo se renova.

Eu, como parte do universo, também tenho meus ciclos. Um deles, por exemplo, é, de tempos em tempos, me interessar por um assunto em específico e começar a estudá-lo, independente de ser um assunto completamente ligado a minha área de atuação. Geralmente, porém, ao menos algum resquício de relação com o que faço existe.

A bola da vez é gerenciamento de configuração. A medida que a quantidade de servidores e serviços com os quais se tem de lidar diariamente aumenta, a tarefa de administrá-los, mantê-los atualizados, configurados de forma correta, documentá-los e manter atualizada a documentação relacionada a esse ambiente, se torna exaustiva.

A cada vez que uma melhoria é necessária, percorrer todo o parque de servidores para implementá-la de forma idêntica ou semelhante é uma tarefa maçante, que consome muito tempo e, como tal, por vezes acaba sendo adiada, as vezes sendo até mesmo esquecida por completo, ainda mais se a equipe responsável por manter o ambiente for uma equipe pequena com diversas atribuições.

Uma solução para esses problemas é passar a utilizar uma solução de gerenciamento de configurações. Comecei a estudar sobre o assunto nos últimos dias, inicialmente sobre a teoria existente sobre o tópico, os conceitos, os problemas que as soluções dessa categoria se propõem a resolver e me interessei ainda mais.

Nos últimos dias, graças a virtualização, fiz um laboratório simples, com um host servidor representando a fonte das diretivas de configuração a serem aplicadas nos servidores clientes e um host cliente, o qual receba as configurações definidas no host servidor. Até o momento, após consultas a documentação e testes práticos, tudo parece estar funcionando corretamente.

Inicialmente, minha idéia é criar classes de configuração que me permitam representar todos os padrões a serem implementados em novos servidores a serem instalados. Sempre temos uma certa quantidade de passos que seguimos e que devem ser executados em todo novo servidor (instalação de pacotes específicos, configuração de utilitários, definição de checagens periódicas e envio de notificações sobre diversos aspectos do servidor, etc). Automatizar esses passos é o primeiro objetivo.

Com isso feito e com a experiência obtida após isso, o próximo passo é tentar, aos poucos, ir colocando sob o gerenciamento do host servidor de configurações os servidores antigos já existentes, os quais provavelmente terão que ter classes próprias criadas para os mesmos, apesar de provavelmente poder reutilizar classes básicas previamente criadas.

O objetivo final é que cada mudança de configuração a ser realizadas, seja ela simples ou complexa, possa ser realizada não diretamente nos arquivos de configuração dos serviços relevantes do servidor alvo a ser modificado, mas sim nas classes aplicadas ao host em questão, existentes no host servidor de configurações.

Aliado a isso, pretendo colocar todas definições, classes e configurações específicas sob controle de versão, de forma que, caso qualquer problema ocorra, seja possível ter o recursos de visualizar diferenças entre versões dos arquivos modificados e, se for o caso, ter a possibilidade de fazer um rollback para versões anteriores, conhecidamente funcionais.

Futuramente, quem sabe, seja possível, caso exista solução para isso, juntar cada commit no sistema de controle de versão a um ticket em um sistema de controle de chamados, de forma que cada linha adicionada, removida ou modificada possa ser mapeada para uma requisição ou problema e relacionada a uma solicitação ou necessidade de um cliente.

Implementar mudanças na configuração de um arquivo ou grupo de arquivos, as quais tenham que ser replicadas para todo o parque de servidores, fica extremamente mais simples, uma vez que a mudança pode ser implementada somente uma única vez em uma classe base utilizada pela configuração de todos os servidores. Com isso, tal mudança pode ser automaticamente replicada para todo o parque de servidores sem que seja necessário reaplicá-la manualmente em cada um deles.

No momento, estou utilizando como solução de gerenciamento de configurações a ferramenta Puppet. Ainda não cheguei ao estágio de colocar as mudanças sob o controle de um sistema de controle de versões, mas acredito que, quando o fizer (o que pretendo fazer em breve), optarei por utilizar como solução de controle de versão a ferramenta git.

O interessante da ferramenta Puppet é que a mesma já abstrai por padrão diversos conceitos em classes ou definições prontas, sem que seja necessário escrever tudo a partir do zero. Por exemplo, existem definições já existentes sobre o que é um pacote, quais seus estados, como instalá-los, removê-los e atualizá-los, de forma que somente com um linha se pode indicar que todo um parque de servidores tenha, por padrão, um conjunto de pacotes específicos instalado.

Da mesma forma, também é possível definir que um dado serviço de rede deve ser habilitado, desabilitado, parado ou reiniciado, ou até mesmo que  tal serviço possa ser reiniciado somente caso um arquivo de configuração específico relacionado ao mesmo tenha sido modificado, de forma que novas configurações do serviço em questão entrem em funcionamento imediatamente.

As possibilidades são virtualmente infinitas. Muita coisa já existe pronta, esperando somente para ser reutilizada e criar novas classes, bem como reutilizá-las, é tarefa trivial. Uma grande comunidade de administradores de sistema costumam compartilhar suas “receitas” de classes Puppet, principalmente em serviços de controle de versão distribuídos, como o github, por exemplo.

Vou escrevendo mais a medida que for progredindo com meus estudos, visto que, apesar de ser algo que vai realmente trazer mais qualidade ao meu trabalho, o assunto não se trata de uma prioridade no momento e, por isso, posso lidar com isso somente em meu tempo livre.

Não seja um teclado humano (tradução do original em inglês)

IMPORTANTE : Esse post é uma tradução livre do original em inglês Don’t Be a Human Keyboard, por Jordan Sissel. A autorização para publicar minha tradução foi concedida pelo autor do original.

Existem poucas coisas que me irritam mais do que quando eu acidentalmente tomo parte em construir um hábito (ou uma cultura) que trata pessoas como teclados humanos. Humanos não foram criados para serem botões a serem apertados ou funções para serem chamadas.

O que significa não ser um teclado humano ? Imaginou por um momento que, ao invés de digitar em um teclado ou utilizar um mouse, você tivesse que falar com uma pessoa para executar qualquer tarefa ?

“Abra meu e-mail.”
“Me mostre a primeira mensagem.”
“Desça um pouco.”
“Desça mais um pouco.”
“Eu quero responder este e-mail.”

Imagine o terrível impacto na produtividade e na agilidade ao utilizarmos um interface como essa! Adicionalmente, seu fluxo de
“checar e-mail” agora passaria a necessitar de duas pessoas (você mais o teclado humano) – isso significa o dobro do custo, o dobro dos enganos/erros de comunicação, etc!

Mesmo assim, apesar da bobeira desse exemplo, outras situações bastante similares ocorrem com frequência em empresas a medida que funcionários interagem entre si fazendo solicitações uns aos outros.

Em 2008, a coluna “SysAdvent – Dia 22” relatou um subconjunto desse problema – onde as pessoas lhe diziam para implementar uma solução ao invés de lhe dizer qual problema precisavam solucionar. Quando Frank (personagem fictício) diz “instale PostgreSQL naquele servidor”, ele está lhe tratando como um teclado humano.

Ele não está lhe apresentando um problema a ser solucionado, mas sim está lhe pedindo para implementar uma solução já escolhida (a qual pode ou não funcionar). Você tem a função de ser acionado para essa tarefa e um resultado é esperado. Qual o resultado ? Você não conhece o problema e não tem contexto!

Vamos ignorar, para essa situação, situações nas quais isso pode ser correto aceitar solicitações como “instale esse software” (ou outros exemplos).

O problema social de ser tratado como um teclado humano é interessante. No grande acrônimo PEBKAC (do inglês Problem Exists Between Keyboard and Chair, ou o Problema Está Entre o Teclado e a Cadeira), quem é o usuário ? Eu digo que, nesse caso, você é o teclado e Frank (acima) é o usuário.

O que acontece se a solicitação “instale PostgreSQL naquele servidor” for obedecida corretamente, mas isso não resolver o problema de Frank ? Apesar de, nesse caso, “Frank” estar entre a cadeira e o teclado (você), você pode ser culpado pelos erros dele. Isso é horrível, você vai gastar energia em um jogo de culpar ao invés de trabalhar e fazer o que deve ser feito.

Outro exemplo disso é se um colega de trabalho lhe pergunta, ao invés de olhar para o sistema de monitoramento para tirar essa dúvida, “o MySQL está no ar” ? Caso você responda a pergunta dele checando o sistema de monitoramento ao invés dele o fazer, você somente o estará treinando e lhe indicando que você será seu robô de checagem de status do MySQL.

Ao invés de fazer isso, você deve dizer “Confira o status aqui no sistema de monitoramento” e forneça a ele o endereço de acesso ao
sistema de monitoramento. Caso você não possua um sistema de monitoramento, talvez você tenha um sistema de perguntas freqüentes e suas respostas (FAQ) ou, na falta disso, você pode perguntar a ele “Qual é o problema real ?”.

Humanos são criaturas de hábitos. Caso você alimente um comportamento, ele irá persistir e até mesmo se espalhar para outros colegas de trabalho ou usuários. Você não quer se tornar a interface padrão de toda a empresa para responder a pergunta “o MySQL está no ar ?”. Você não quer se tornar um teclado humano.

Você possui opções para evitar se tornar um teclado humano e as soluções irão variar conforme a situação e a audiência. Primeiro, você pode simplesmente documentar perguntas comuns e as respostas para as mesmas.

Segundo, você pode (assumindo que exista conhecimento/tempo/energia) automatizar respostas que não possam ser facilmente documentadas – como criar um sistema de monitoramento para responder a perguntas de checagem de status.

Terceiro, caso não seja possível automatizar, coloque solicitações como essa para serem tratadas em um sistema de chamados. Quarto, você pode treinar o usuário a responder sua pergunta sem precisar lhe acionar.

Em relação ao sistema de chamados, caso requisições comuns requeiram um grande esforço, você pode utilizar recursos de seu sistema de chamados para contabilizar esse tipo de requisição e também o tempo gasto com as mesmas.

Isso irá lhe ajudar a informar sua empresa em relação a energia gasta por sua equipe versus os requerimentos de energia  e poderá lhe ajudar a guiar novas contratações e outros objetivos.

Existem algumas bnadeiras vermelhas que me dizem (mesmo que somente inconscientemente) que uma requisição é uma requisição de “teclado humano” : requisições chatas, requisições simples de colega de trabalhos técnicos, requisições estranha baseadas em soluções prontas sem lhe fornecer contexto, etc. Pessoalmente, o sinal que percebo mais é normalmente quando uma requisição é chata.

Você tem usuários ou colegas de trabalho que podem lhe tratar como um teclado humano ? Vá e escreva aquele FAQ (perguntas comuns e suas respostas), instale um sistema de monitoramento ou instale um sistema de chamados.

Você terá menos stress e usuários/colega de trabalhos mais felizes. Sua empresa terá um suporte de melhor qualidade, melhores tempos de resposta para solicitações simples e uma melhor idéia em relação ao tipo de solicitação que é feita a você e a sua equipe.

One can’t always get what one wants (really?)

Those of you who may be loosing your valuable time trying to follow my ramblings may have perceived that sometimes I try to mix and match on personal and technical subjects, trying (and most of the time failing) to draw a relation between them. Or maybe I’m just too damn bad at it that nobody really even bothered to notice the pattern.

Lately, I have been trying to accomplish a lot of things on my personal life. Most of them are really working out fine, but some of them wouldn’t let me be completely satisfied with myself. That’s only to tell you that one can’t really get all that one wants. Yes, you can work really hard and accomplish a lot of things, but it’s really hard to be able to mark a score on every single bullet point one planned and starred at one’s world domination plans documents.

That’s called life, like it or not. There won’t be complete satisfaction for everything, for everyone. Ever. So we try to do our best and get most of what we want from our life with the little time we have got from our beloved superior deity. And most people can carry on with his/her life doing it just fine.

However, some people just aren’t willing to accept life as it is. These people often fail or at least suffer a lot in the way. Those who persist sometimes get a success and then they can be called great men/women, worth of being remembered for generations. Most of us just accept fail as a common thing in our life.

I really can’t be bothered to persist trying to fix the world, but I do really appreciate the work of the ones who can’t be as weak as me and instead go the extra mile in order to accomplish great things. Most of these people are really great not only for persisting but also for working to fix problems which, when fixed, are going to be one less big problem for a huge amount of people and make people’s lives much happier.

It seems to be happening right now, in a lot of areas. As I’m not going to try to write about things I really don’t know, I won’t write here about life changing improvements which are going to change everybody’s lives, globally speaking (or writing, as I’m blogging). I reserve the right to write about things I think I kind of understand.

That’s tech related subjects, by the way, for those of you who are still reading this and are still lost. One area where I think people are trying to fix a huge problem within my Linux distribuition of choice, Debian, is its use as a desktop system by users who need up-to-date software and can’t be bothered by instability of some others distros which offer up-to-date software as its most prominent feature.

Debian always tried to solve this problem by asking its users to use Debian testing instead of Debian unstable. The later always gets all the new software but, as its name says, is sometimes way too unstable for its user’s taste. Debian testing, on the other side, is a middle ground between Debian stable and Debian unstable.

Of course, there are lots of problems also faced by Debian testing users (it’s called testing after all, not stable). As these problems are specific to Debian testing and not shared by Debian stable and/or Debian unstable users, testing users are often left in the cold waiting for some good soul to fix their problems.

A team is being formed inside Debian to try and ultimately fix these problems so a desktop user could use Debian testing without being always left in the cold, feeling alone in the dark. This team is  calling itself CUT, which is the shortname for Constantly Usable Testing. As its names says, the idea is to have Debian testing as a constantly usable distribution for desktop users so they don’t really need to got to the Debian unstable route and don’t keep saying that Debian has to offer only unstable as its more up-to-date branch, which can be unstable, by definition.

I have been watching from outside the ideas being shared by this team and I’m really a fan of some of them. I recommend keeping an eye on these people as this team has the potential to accomplish great things, which in turn could really be changing people’s lives in the end.

Desventuras de um aprendiz de motorista : Capítulo zero

Hoje fui dar umas voltas com meu pai, no carro dele, para relembrar um pouco como é (tentar) dirigir, já que estava há mais de dez dias sem sentar no banco do motorista. A última vez foi na prova prática para conseguir a carteira.

Até que fui bem. Troca de marchas, controle do veículo, sinalização, aceleração, frenagem. Tudo isso foi tranquilo. O que não foi tão tranquilo foi a maldita rampa. Ainda não consegui acertar o tempo certo dos pedais no carro dele. Foi a primeira vez que dirigi o carro dele. Apesar de ter ele aqui do meu lado há anos, nunca havia tentado dirigí-lo, uma vez que ainda não tinha habilitação.

O estranho é que eu tinha aprendido a fazer rampa e baliza certinho na auto-escola com dois carros diferentes, já que tive bastante treino com eles. Como sou iniciante, para mim, ainda é muito estranho mudar de carro, já que tudo parece diferente a cada carro diferente que tento dirigir. Os pedais principalmente. Mais especificamente o tempo de mudança entre eles.

Normal, tive esse problema quando tive que mudar de veículo na auto-escola e demorei algumas aulas para me acostumar com outro carro. Hoje quase consegui me acostumar com os pedais do carro do meu pai, mas demorou demais e nosso tempo acabou. Fica para a próxima.

Sei que todo motorista experiente pensa que, para quem sabe dirigir, todo carro é igual e se você sabe dirigir um, sabe dirigir todos. Eu também acredito nisso, mas obviamente isso só vale para motoristas experientes ou para todos menos para mim. Até que eu tenho uma certa experiência, ainda acho que volto a estaca zero no aprendizado quando troco de veículo.

E amanhã vou para o quarto veículo diferente, provavelmente vou sofrer a mesma coisa que sofri hoje para começar a me acostumar com ele. Amanhã será, novamente, a primeira vez que vou dirigir um novo veículo. Mas com esse eu acredito que irei adquirir mais simpatia, já que esse será o meu próprio carro. O primeiro, simples, sem frescuras, mas será meu, e isso é o que importa.

Não terei mais aquele medo de fazer besteira com o que não é meu e terei certeza que, se fizer algo errado, ao menos não prejudicarei uma outra pessoa, mas somente a mim mesmo. Isso conta psicologicamente bastante a favor, para me deixar mais tranquilo para dirigir.

Outra coisa que atrapalha, e muito, muito mesmo, são os demais motoristas. Eles percebem que você é iniciante facilmente, já que não dirige com tanta facilidade como o demais motoristas experientes. E, uma vez que eles percebem isso, parece que fazem de tudo para te deixar ainda mais nervoso, buzinando, lhe xingando, tentando te deixar nervoso ainda mais do que você já está, por ser um iniciante.

Tenho absoluta certeza que teria conseguido, ao final de tudo hoje, ter dirigido corretamente em todos os aspectos, mas não fui tão bem exatamente pelo fato dos demais motoristas tentarem me acelerar, buzinando, xingando e me deixando ainda mais nervoso.

Fico apreensivo quando o farol abre e pensando que, se não sair corretamente, se deixar o carro morrer ou fizer ou uma outra barbeiragem qualquer, vou levar buzinadas e xingamentos, o que realmente acontece caso não consiga fazer tudo perfeitamente, como os outros motoristas acham que tenho a obrigação de fazer.

Nas aulas, com o carro da auto-escola, era mais fácil, já que eles respeitavam mais as barbeiragens por saberem que no carro a frente existia um aluno ainda não habilitado. Agora, com um carro comum, não perdem a menor chance de apontarem para todo o mundo ver as pequenas barbeiragens que eu, ainda inexperiente, cometo.

Tudo bem. Entendo que seja assim mesmo, mas odeio fazer o papel de iniciante e não poder evoluir tão rápido quanto gostaria. Espero que consiga me acostumar com isso logo e possa passar do nível de iniciante para o nível experiente o mais rápido possível. Prometo que, quando estiver nesse nível, não vou maltratar tanto assim os pobres futuros iniciantes.

Amanhã tem mais.

Vida nova : tudo novo

Sim, eu sei, estive longe do blog por um bom tempo. Vou deixar de lado as desculpas padrão, dizendo que estava muito ocupado, porque eu sei que todos vão achar que esse papo não cola mais. Mas é parcialmente verdade, acredite.

Nos últimos meses, resolvi revolucionar completamente minha vida. Estive muito parado, na mesma, por muito tempo. Achei que já passava da hora de mudar e, já que ia mudar, porque não mudar tudo (ou quase tudo, no caso) ?

Sumi do blog (mas não me afastei muito do microblogging) e, por algum tempo, pensei seriamente em abandoná-lo por completo (mas voltei atrás nesse pequeno detalhe). Achei que precisava cuidar mais de mim mesmo e gastar menos tempo com nerdices e atividades online.

Tudo começou com minha idéia de que eu já estava ficando velho demais para não ter um diploma de nível superior. Não que eu me importe realmente com o diploma propriamente dito, mas a maioria das pessoas parecem lhe tratar como um ser inferior quando descobrem que você não frequentou um curso de nível superior.

Percebi também que existe tanta gente hoje em dia cursando faculdade que seria muito difícil eu tentar e não conseguir. Tentei e consegui. Fui aprovado no vestibular e começo o curso no próximo dia 02 de Agosto de 2010. Pisarei novamente em uma sala de aula depois de mais de uma década, desde 1997, quando terminei o colégio técnico de Processamento de Dados.

Meu objetivo não é realmente aprender algo novo. Não que eu não acredite que, de uma forma ou outra, eu não vá realmente aprender algo novo, mas o objetivo principal é outro. Quero somente saber como é cursar um curso de nível superior e ter a experiência de “ir para a faculdade”, como a maioria das pessoas que passaram por essa experiência dizem.

Se, em último caso, tudo der errado e eu odiar o curso (acho difícil), ao menos terei conhecido pessoas novas e provavelmente poderei adicionar mais uns bons amigos a minha pequena coleção. E, claro, uma formação superior no currículo provavelmente não fará mal nenhum a ninguém.

Decidido isso, obviamente não poderia ser da forma mais fácil. Sempre opto em fazer as coisas da maneira mais difícil, quase sempre inconscientemente. Somente no final é que percebo no problema que me meti. Mas tudo bem, experiência adquirida, mas uma história para contar.

Optei por um curso em um universidade longe do local onde moro (em outra cidade), mas próximo do local onde trabalho. Percebi que, sendo um curso noturno, não conseguiria voltar para a casa diariamente depois das aulas dependendo somente de transporte público, uma vez que o transporte público funciona até meia-noite e, nesse horário, eu estaria no meio do caminho de volta para casa.

Ficou claro que precisaria de transporte próprio, um carro. O problema era que eu não tinha um carro e, pior ainda, nem dirigir sabia. Nunca tive vontade de tirar habilitação, sempre disse que nunca dirigiria e esperaria ficar rico para ter um motorista particular. Estava errado em tudo, ainda em relação a ficar rico.

Me inscrevi em uma auto-escola, fiz as aulas teóricas, as aulas práticas, peguei minha habilitação ontem e segunda-feira prróxima (daqui a dois dias) retiro meu primeiro carro na concessionária. Sim, o que as pessoas geralmente fazem com 18 anos eu deixei para fazer com 31 anos. Não me julgue, ao menos eu fiz. Antes tarde do que nunca.

Ah, importante citar também que, no processo de conseguir minha habilitação, fiquei sabendo que precisaria usar óculos e, por isso, faz por volta de três meses (um pouco menos) que estou usando os danados araminhos que acabam com o nariz. Somente agora estou começando a me acostumar com os óculos.

Como se já não tivesse tido mudanças o bastante para pouco tempo, resolvi também começar as aulas como uma pessoa diferente. Com isso, comecei a me alimentar melhor, comer direito, eliminei as porcarias de minha dieta e passei a comer o que não comia (legumes, verdades, etc), comer em menor quantidade e com maior qualidade.

O resultado é que, agora, estou com 68 quilos. O detalhe é que, antes de começar  fazer isso, eu estava com quase 100 quilos. Sim, bastante peso perdido, mas foi de forma natural, sem ajuda de remédios, sem dietas milagrosas nem nada do tipo. Foi somente aprender a me alimentar direito, comendo o suficiente e de forma correta.

É estranho ver que, agora, estou usando calças 42 (na verdade, acredito que as próximas calças a serem compradas sejam tamanho 40). Antes, estava usando calças tamanho 50 e em rumo acelerado para as calças 52. As camisas foram de GG ou XL para M e todo o restante do vestuário agora parece muito estranho quando comparo o tamanho que era com o que sou agora.

Realmente, muitas mudanças. E isso tudo aconteceu em um período de 3 a 4 meses, chutando alto. Prova de que conseguimos mudar muito em nossas vidas e que existem poucos ou nenhum obstáculo real para que o façamos. Somente nós mesmos é que somos o obstáculo. Basta querermos, de verdade, e nos esforçarmos para conseguir. O resultado é consequência.

A new $HOME for an old man

Como todos (êpa!) já devem ter notado, estou em uma nova casa. Resolvi não renovar meu plano de hospedagem e, por isso, decidi migrar todo o conteúdo do blog para um espaço no serviço gratuito oferecido pelo WordPress.com.

Já tinha essa conta criada há alguns anos, mas nunca a havia utilizado. Ela estava lá, paradinha, quieta, esperando exatamente para um momento como esse, em que eu decidisse manter minha (pífia) presença online sem ter um custo tão alto.

Manter um servidor pessoal não é lá muito trabalho, mas também não é a ausência total de trabalho, como o é no caso de utilizar uma conta em um servidor de hospedagem gratuito. De qualquer forma, passo a me preocupar mais com o conteúdo e menos com os detalhes administrativos do servidor.

O servidor, na verdade, ainda está online, funcionando, mas dentro de alguns meses meu plano vence e não vou renová-lo. Aliás, não deixo de recomendar os serviços da Linode.com, o serviço que vinha utilizando até então. Eles são bons, o serviço é bom, o suporte é bom, as ferramentas administrativas são boas e o preço, apesar de não ser dos menores, também não é dos mais altos. Vale a pena.

Somente decidi que o que eu gasto anualmente com o serviço pode agora ser destinado a outros gastos que passei a ter e dos quais, por um bom tempo, não conseguirei me livrar, infelizmente. E, afinal de contas, se posso ter os mesmos serviços gratutitamente, por quê não me aproveitar disso, não é verdade ?

Já que não terei que dispor de tempo para manter o servidor, teoricamente terei mais tempo livre e, também teoricamente, poderei atualizar o blog com maior frequência, sem me preocupar em atualizar o WordPress, atualizar plugins, aplicar atualizações no Apache, PHP, MySQL e administrar os demais serviços do servidor de uma forma geral. Facilita muito a vida deixar tudo isso a cargo de terceiros, que nada me cobram por isso (fora minha alma).

A palavra, a verdade e a mentira : quando utilizá-los ?

Somos tão idiotas. Não dizemos o que pensamos e não pensamos no que dizemos. Se soubéssemos dizer o que pensamos de forma seletiva serial maravilhoso.

Seria interessante se soubéssemos dizer o que pensamos quando isso é realmente importante, mas não quando isso pode potencialmente nos trazer resultados indesejados.

Obviamente, existem momentos em que é possível pressentirmos que dizer o que pensamos pode trazer resultados indesejados e é em momentos como esses que devemos nos conter.

Porém, existem momentos em que é praticamente impossível saber ao certo o que ocorrerá se dissermos o que realmente pensamos. Tanto pode ser um retorno desejável quanto podemos ter um péssimo retorno, completamente contrário ao o qual realmente esperávamos.

Talvez seja por isso que a maioria das pessoas acabam deixando de dizer o que realmente pensam, exatamente para evitar possíveis resultados indesejados.

Temos medo. Essa é a verdade. Não necessariamente medo da palavra, do ato de dizer, mas sim das consequências resultantes de nosso hipotético ato de usar a verdade.

Temos medo de machucar as pessoas ou mesmo de afastá-las, de forma que nosso contato com as mesmas fique prejudicado ou mesmo impossibilitado.

É impossível saber ao certo se o pensamento do receptor de nossas palavras está em sintonia tão boa com nosso pensamento a ponto do mesmo entender a mensagem da forma como a imaginamos.

É comum o contrário acontecer, ou seja, tentarmos flertar com a idéia de dizermos o que pensamos e a mensagem ser compreendida de forma completamente diferente da forma inicialmente intencionada.

Poderíamos encurtar todo o processo e tornar a vida muito mais simples para todos, simplesmente nos privando de ocultar a verdade e tornando nossas idéias públicas, de forma que as mesmas passassem a ser transmitidas da forma mais sincera possível.

Infelizmente, não somos evoluídos o bastante para nos permitir esse exercício de sinceridade. Os mais intelectualmente evoluídos provavelmente iriam nos odiar. Odiariam aqueles de nós que simplesmente tivessem optado por utilizar a verdade.

formspring.me : Excesso de informação e escassez de tempo para coisas simples

Mais uma resposta a uma pergunta que recebi no formspring.me. Para quem ainda não entendeu, o formspring.me é um serviço onde você pode se cadastrar e as pessoas, cadastradas ou não, anonimamente ou não, podem lhe fazer perguntas.

É uma espécie de FAQ sobre você mesmo, onde os interessados podem saber mais sobre você ou mesmo lhe fazer perguntas relacionadas a sua opinião sobre qualquer assunto.

Caso esteja interessado/interessada em saber algo sobre mim ou minha opinião sobre um determinada assunto, confira se já respondi a pergunta que você faria em meu perfil no formspring.me ou faça você mesmo sua própria pergunta.

Abaixo, a pergunta que resolvi selecionar e a resposta que forneci a mesma :


Pergunta :


Como lidar com a quantidade de informação hoje em dia ? Existe tempo para leitura dos “Clássicos” como Fernando Pessoa e Machado de Assis ? by geekbr


Resposta :


Se eu soubesse realmente como lidar com a quantidade de informações com a qual somos bombardeados diariamente eu provavelmente escreveria um livro sobre isso e ficaria rico e famoso, exatamente como o fazem os escritores de livros de auto-ajuda.

Realmente, vivemos em um tempo em que somos bombardeados com um quantidade enorme de informações. A grande sacada, que muitos ainda não entenderam, é que não somos obrigados a absorver e entender toda essa informação.

Podemos filtrar somente a informação que necessitamos ou somente a informação que nos interessa e ignorar todo o ruído adicional que teima em querer nos perseguir e se disfarçar de conteúdo importante.

Existem inúmeras ferramentas, como os agregadores de feeds (Google Reader, por exemplo), que nos permitem perder menos tempo indo atrás das informações, nos trazendo a informação automaticamente sempre que uma atualização ocorrer na fonte original.

Certamente, existe também o perigo de nos empolgarmos com a quantidade de informação disponível e caírmos na armadilha de tentarmos acompanhar toda e qualquer fonte de notícia, na vã esperança de que alguma informação útil um dia será nos passada a partir dessas fontes.

Nesse ponto, é importante ter a noção da existência da possibilidade de uma filtragem ainda mais profunda da informação que chega até nós, para separar o ruído da informação útil.

Ainda reutilizando o exemplo dos agregadores de feeds, existe a possibilidade da assinatura de feeds por tags/palavras-chaves, de forma que não exatamente todo o conteúdo das fontes de origem da informação nos serão trazidas, mas sim somente a informação devidamente rotulada com uma palavra-chave (tag) específica, a qual esperamos realmente refletir o assunto descrito pelo identificador da palavra-chave utilizada.

Também temos a opção de simplesmente dedicar menos tempo a acompanhar toda essa informação que nos cerca e nos preocuparmos mais com nossos amigos, parentes, familiares, companheiros e com as pessoas que nos cercam de uma forma geral.

Lembre-se que toda a informação importante que nos é trazida pela Internet é, em essência, produzida por pessoas, não por máquinas. As máquinas são somente um meio de transporte para que a informação nos atinja.

E se a informação é produzida pelas pessoas, nada mais natural do que ir diretamente a fonte das informações, ou seja, nada mais natural do que recorrer as pessoas, as quais produzem a informação, e não aos veículos que somente a transportam, as máquinas.

Mesmo que inconscientemente, todos estamos em algum nível viciados em informação. Não somente nós, que vivenciamos a tecnologia diariamente, mas em diferentes níveis virtualmente todos estão parcialmente dependentes/viciados em informação.

Um exemplo é que, atualmente, dificilmente encontramos um conhecido que não possua ao menos uma conta em um serviço de mensagens instantâneas (MSN/Windows Live Messenger é o mais comum entre as pessoas não técnicas) e um perfil em alguma rede social (Orkut é o mais comum entre as pessoas não técnicas).

Todos estão com uma certa frequência acessando/utilizando esses serviços. Isso não é necessariamente ruim. Quando utilizados como apenas mais uma forma de manter contato com outras pessoas, ou mesmo como uma forma de organizar encontros reais entre pessoas que de outra forma dificilmente se conheceriam, é até saudável utilizar esses serviços.

O problema começa a ocorrer quando a pessoa substitui a vida social real pela vida “social” virtual, utilizando somente o meio virtual para o contato com outras pessoas e ignorando completamente sua necessidade natural de contato humano/físico.

Em relação a tempo, salvo o tempo em que você vende seu conhecimento para seu empregador, você é quem decide o que fazer de seu tempo livre. Se você não tem nenhum tempo livre e, ao invés disso, consome todo seu tempo trabalhando, talvez seja o caso de reavaliar sua vida.

Vale realmente a pena ter todo o seu tempo ocupado com trabalho ? A recompensação financeira conseguida com isso realmente vale a pena todo o tempo perdido, o qual certamente não será lhe devolvido novamente e o qual lhe fará falta, senão em pouco tempo, mas ao menos de médio a longo prazo ?

É essencial, mesmo que por vezes complicado, ter ao menos algum tempo livre para se divertir, interagir com outras pessoas reais (não virtuais), se dedicar a hábitos saudáveis (como a leitura citada) e, em última instância, até mesmo ter algum tempo livre para você mesmo, mesmo que seja para simplesmente não fazer coisa alguma, somente para descansar.

Estou convencido de que uma grande área de pesquisa/trabalho passará a ser a psicologia, uma vez que a sociedade atual está se perdendo com tamanha intensidade em meio a tanta tecnologia que certamente precisaremos cada vez mais ser analisados e ter nossos problemas entendidos para podermos voltar a viver como antigamente, quando não tínhamos a interferência da tecnologia atrapalhando as relações humanas.

formspring.me : Resposta a nova pergunta : estupidez humana, sociedade e consumo

Até que consiga encontrar uma forma um pouco mais automatizada de publicar respostas a perguntas selecionadas que me fazem em meu perfil  no serviço formspring.me, vou esporadicamente publicar as perguntas que acreditar interessantes e suas respectivas respostas como posts por arqui.

Essa é a primeira. Perguntem mais e eu provavelmente terei mais material para publicar 🙂


Pergunta :


Partindo da citação <quote>Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta</quote> Como você entende hoje a estupidez humana, a sociedade de consumo. by geekbr


Minha resposta :


A estupidez humana sempre existiu e sempre existirá. Infelizmente, parece ter piorado com o tempo.

Procuramos formas de obter satisfação nos afastando cada vez mais uns dos outros, sendo cada vez mais egocêntricos, nos importando cada vez menos com nossos pares.

Criamos redomas artificiais e tentamos curar os problemas que isso nos traz recorrendo ao consumismo desenfreado, mas não conseguimos entender que isso não nos vai trazer a felicidade que teimamos em afastar quando optamos por nos afastar uns dos outros.

Dizem que umas das características do ser humano que o diferencia dos demais seres e que o torna a espécie dominante é a capacidade de armazenar informações e transmití-la aos seus semelhantes.

Isso foi a base da evolução humana e foi o que nos permitiu construir sob o que nossos antepassados criaram. É por isso que não precisamos redescobrir a eletricidade a cada nova geração, por exemplo, mas sim evoluir a partir de conceitos básicos compreendidos e passados a frente por gerações anteriores.

Infelizmente, porém, se por um lado somos capazes de compreender conceitos abstratos e complexos relacionados a ciência, matemática, física e demais áreas do conhecimento, somos um zero a esquerda no que diz respeito a conhecermos a nós mesmos.

Começamos a entender a importância que temos uns para os outros somente próximo ao final de nossas vidas. E mesmo sofrendo muito para começarmos a entender isso, somos seres ruins o bastante para não tentarmos transmitir a nossas gerações futuras a importância disso.

Parece que sentimos prazer em deixar que cada nova geração cometa os mesmos erros, sofra o mesmo que sofremos e tenha um início da compreensão de quanto tempo de vida perdeu tentando se enganar somente ao final de sua existência.

O ciclo sempre vai se repetir. Não me orgulho nada disso, tenho vergonha em fazer parte de uma espécie tão mesquinha e egoísta, que impede sua própria evolução por não se importar em sua evolução como espécie, mas sim no quanto pode ter de vantagem hoje.

Imediatistas e egocêntricos, somos uma sociedade patética. Nos julgamos donos de tudo e na verdade não somos donos de coisa alguma. Não temos a mínima importância no mundo e no universo, mas acreditamos, de alguma forma, que nossos bens materiais e nossa superioridade imaginada como espécie dominante realmente nos torna importantes.

Nos maravilhamos com a tecnologia e passamos a tê-la como nosso principal companheiro, deixando de lado nossos pares reais de carne, osso e alma, dando pouca ou nenhuma importância aos mesmos.

O sentido da vida não é 42. O sentido da vida, em minha opinião, é conseguirmos evoluir não tecnologicamente, mas sim afetivamente, como espécie, junto a nossos pares, de forma amigável. Uma evolução espiritual, como queira.

Nunca vamos entender e conseguir explicar questões relacionadas ao metafísico, sobrenatural, a alma ou como o queira chamar se não conseguirmos compreender conceitos tão simples como amizade, convivência em sociedade, paz, amor e respeito.

Felizmente, não são todos de nossa raça que são realmente repugnantes conforme descrito aqui. Algumas pessoas, infelizmente a minoria, conseguem compreender o que é realmente importante.

Infelizmente, essas pessoas são ignoradas pela grande maioria de nossa sociedade e taxada como “pobres”, por optarem por não ostentar luxo e bens materiais, mas sim por tentarem simplesmente se importar uns com os outros.

How wrong the world is : should we just reboot society ?

It’s always not our business when we hear about bad things happening elsewhere. Yes, we feel sorry and give our condolences when needed, just like how the social etiquette says we should, but that’s not the point.

The heart of the matter is about bad things happening to ourselves and to those we care about. And before one would ask me if there’s any need to send me condolences, please don’t. There’s no need. No one really died nor is badly ill and about to die.

This post is about how wrong the whole world seems to be these days. Things are just upside down. All the good values are completely and loudly ignored and bad practice seems to have become the de-facto standard.

Bad professionals are being picked instead of the good ones because the bad ones are somewhat connected to the right people, which are the ones who makes the decisions. Good people are being left behind and insanely bad people are being elevated to the higher positions.

Good people are being left alone, without any good friends to share happiness and all the good feelings, because people these days seems to like the ones who are those most likely to get rich by using evil tactics, so they choose their friends appropriately, using the money as the key factor.

Good people are being left alone, without a love to share experiences and to create a good, happy and healthy family , because the damn money is fuckingly impregnated everywhere, taking good people away from good people.

The good people are being taken by the bad guys, those ones who have enough money to provide a gorgeous and rich life, a life completely empty of happiness, but which ultimately will at least provide a good foundation on which possible future generations could be forged and, maybe, just maybe, these future generations would be happy, as their previous generations certainly won’t be.

People today are sacrificing their happiness for money. It’s so sad everything needs to be centered on this thing, which we firstly created, but which now is taking our life, friends, loves and happiness away from us.

One can’t ask for sincere love anymore before having material belongings to prove he’s worth it. It isn’t enough anymore to be a good person, to demonstrate love, compassion, comprehension, good humour and good will. You should most importantly demonstrate you have money if you are serious about wanting some love back.

It’s disgusting that these days that’s the standard scenario for human relations and not the complete opposite. It’s disgusting we let it be that way and that we now have to survive in a world where the practive don’t match the desired and previously intended behaviour.

What’s this ? Why are we lying to ourselves, saying to everyone we are good and decent people when in practice we don’t accept friendship and love without firstly making sure our friends and potential lovers have some seriously decent amount of this drug called money ?

Would someone please be so kind to enlighten me and, most importantly, would someone please be so fuckingly consistent, proving actions matches words, being my friend and possible female lover and not asking me first how much money I have in my bank account ?

That’s not a rant for someone specific, but for the society as a whole, a collection of human beings I’m starting to want away from me more and more as long as this disgusting behaviour keeps being the practice.