Debian e Mozilla : diferenças e mudanças de nomes

Talvez um dos tópicos mais discutidos dos últimos tempos, o caso entre a Mozilla Coporation e o projeto Debian a essa altura já deve ser do conhecimento de todos ou, pelo menos, da maioria do público que frequenta os agregadores onde este blog pode ser lido.

Para quem tem interesse pelos detalhes, o caso todo pode ser acompanhado em seus mínimos detalhes nos logs do bug aberto no sistema de acompanhamento de bugs do projeto Debian. Aliás, o bug em questão foi aberto por Mike Connor, representante da Mozilla Corporation.

Eu inicialmente pensei em não comentar nada sobre esse caso, visto que o mesmo já havia recebido atenção demais na mídia especializada. Mas meu último post tocou levemente nesse assunto, sem dar muitos detalhes, e recebi um comentário sobre o caso demonstrando interesse em conhecer maiores detalhes, além, é claro, de algumas pessoas na vida real (leia-se, não online) me questionarem sobre o assunto.

Vou tentar resumir bastante o caso e não ser muito técnico no assunto para não confundir ainda mais esse caso já bastante confunso. Um fato é que o projeto Debian já vinha distribuíndo o navegador FireFox há algum tempo com um logo diferente do logo original, devido ao logo original não ter uma licença compatível com a DFSG (a Definição Debian de Software Livre).

Na verdade, isso não é permitido pela Mozilla Corporation, a não ser que, junto com a mudança do logo, o nome do software distribuído (no caso, o FireFox) também fosse mudado para algo diferente de FireFox. Porém, a Mozilla Corporation havia concedido permissão ao Debian para usar um logo diferente sem precisar mudar o nome do software.

Pessoalmente, acho que o Debian tenha errado em aceitar essa concessão inicial porque, segundo a cláusula 8 da DFSG, uma concessão desse tipo não poderia ser específica para o Debian para que o software fosse considerado livre. Para referência, o texto completo da cláusula 8 da DFSG em sua tradução para nosso idioma segue abaixo :

A Licença não pode ser específica para o Debian

Os direitos atribuídos ao programa não podem depender do programa ser parte de um sistema Debian. Se o programa for extraído do Debian e usado ou distribuído sem o Debian, dentro dos termos da licença do programa, os mesmos direitos garantidos em conjunto ao sistema Debian deverão ser garantidos àqueles que o utilizam.

De qualquer forma, a concesão havia sido dada ao Debian e o projeto estava fazendo uso da mesma. Apesar de ser algo questionável, vamos ignorar o fato que isso por si só já seria algo que não deveria ser aceita inicialmente pelo Debian.

Porém, um problema ainda pior, segundo o raciocínio da Mozilla Coporation, é que o Debian aplica modificações nos pacotes do FireFox que distribui, assim como aplica modificações na grande maioria dos softwares que empacota e distribui como parte do sistema operacional Debian.

Segundo a Mozilla Corporation, o tipo de modificação que o Debian está aplicando em seus pacotes do FireFox são profundas o bastante e fogem ao escopo de modificações permitidas pela Mozilla Corporation sem que seja necessária aprovação oficial por parte da mesma.

Ou seja, caso o Debian quisesse continuar a distribuir suas modificações para o FireFox, as mesmas teriam que primeiro ser enviadas para a Mozilla Corporation para aprovação antes de poderem entrar nos pacotes FireFox do Debian. Isso mesmo, todas as modificações precisariam de aprovação prévia.

Até que ponto isso restringe a liberdade de inovar ou melhorar um software segundo sua vontade (e não segundo a vontade da Mozilla Corporation) é discutível, mas vamos também ignorar esse ponto. Afinal, a justificativa da Mozilla Corporation é que outras distribuições não vêem um problema nisso.

Vale a pena citar aqui que a Mozilla Corporation citou que distribuições como Fedora, Novell e Ubuntu não tinham um problema com essa política de revisão e aprovação prévia, mas, como pode ser visto no post de um dos mantenedores Debian do pacote do FireFox (mais especificamente, no Update 2), o Ubuntu usaria os mesmos patches e modificações feitas pelo Debian e isso parece não ser um problema para a Mozilla Corporation. Estranho que isso seja um problema quando o Deban é quem está envolvido.

De qualquer forma, voltando ao raciocínio, uma das razões pelas quais o Debian deseja ter a possibilidade de acrescentar patches e mudanças nos pacotes do FireFox (um resumo do tipo de mudanças que o Debian aplica pode ser conferido no post do mantenedor do pacote FireFox no Debian citado anteriormente) é ser capaz de aplicar patches de segurança.

A resposta oficial da Mozilla Corporation é que qualquer distribuição com a intenção de ter uma versão não vulnerável do FireFox deve simplesmente atualizar para a última versão disponível do FireFox, ignorando totalmente o fato de que uma nova versão não só corrije falhas de segurança mas também traz novas funcionalidades, o que vai totalmente contra a política do Debian de não introduzir modificações desse tipo em versões estáveis (conforme distribídos no Debian stable) de pacotes.

Para encurtar a história, basicamente, a Mozilla Corporation revogou a concesão que havia dado ao projeto Debian de usar um logo diferente e manter o nome FireFox e, além disso, deixou basicamente duas opções para o projeto Debian :

  • Ir contra todos seus princípios e sua política de atualizações, ferir a DFSG e usar o FireFox original, sem direito às modificações que o Debian gostaria de distribuir, sempre incluíndo a última versão do FireFox em versões estáveis do Debian ao invés de fornecer somente patches de segurança ;
  • Usar um logo diferente E um nome diferente para o FireFox distribuído pelo projeto Debian.

Aliás, para os realmente interessados, o link para a discussão no bug aberto pelo representante da Mozilla Coporation que indiquei no início deste post, caso lido com atenção, revela que o representante da Mozilla Coporation cita explícitamente que o uso da marca FireFox, da maneira como estava sendo usada pelo projeto Debian, não era permitida :

In that light, you should consider this, as I previously said, notice
that your usage of the trademark is not permitted in this way, and we
are expecting a resolution.  If your choice is to cease usage of the
trademark rather than bend the DFSG a little, that is your decision
to make.

Com a intimação dada, entre desrepeitar os documentos oficiais do projeto, que foram criados em conjunto pelos membros do projeto e representam a decisão conjunta do grupo (bend the DFSG a little) e usar um nome diferente, a decisão foi clara : usar um nome diferente.

E é isso que o projeto Debian está fazendo. Não somente com o FireFox, que vai passar a se chamar IceWeasel no Debian, mas também como o Thunderbird, que já foi modificado para IceDove no Debian. E, adicionalmente, a suíte Seamonkey, conforme distribuída pela Mozilla Corporation, caso entre no Debian, parece que vai ter o nome modificado para IceApe.

Isso causou todo tipo ruim de reação. Muitas pessoas disseram que a mudança de nome iria confundir os usuários e segmentar ainda mais o mítico mercado, que o FireFox era o único navegador em muitos anos que tinha a chance real de conseguir muito mais mercado (olha ele aí de novo) que aquele navegador proprietário empurrado goela abaixo dos usuários daquele sistema operacional proprietário e comercial e a mudança de nome atrapalharia a conquista de mercado.

Uau ! Isso está começando a ficar estranho. Percebeu algo estranho no texto acima ? De repente, liberdade não é mais um objetivo primário (então porque estamos falando de software livre ?), mas sim mindshare. A coisa estranha mercado foi usada três vezes na mesma frase. Até parece que não estamos falando de software livre aqui 🙂

A velha história do “deixe um pouquinho de seus princípios de lado, seja um pouquinho mais razoável, deixe esse detalhezinho ou esse outro pra lá, porque os resultados imediatos são mais importantes”. O fato é que a Mozilla Coporation tem suas regras e procedimentos e o Debian também tem as suas regras, seus procedimentosnormas e suas crenças, e se a Mozilla Coporation não quer mudar de idéia, o Debian também não quer ir contra suas próprias crenças.

Com isso, se a situação atual de não mudança de nome for mantida, o Debian pode e certamente irá ter problemas legais, visto que a Mozilla Coporation tem recursos para começar a levar a questão para os tribunais e parece estar bastante inclinada a fazê-lo pelas discussões que ocorreram até o momento.

O estranho é que, para uma grande parte das pessoas, o Debian é o mal em pessoa devido a esse caso, mesmo sabendo que o que estão fazendo é simplesmente cumprir a lei, e a Mozilla Coporation está mais do que certa em aplicar suas medidas para proteção de marca, ao passo que o Debian está errado em defender aquilo que acredita.

Mundo estranho esse, não é ?

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15 comentários sobre “Debian e Mozilla : diferenças e mudanças de nomes

  1. Sou totalmente a favor do Debian e do software livre, seria ótimo se todos pudessem não só usar o software livre, mas compreender a sua filosofia e enxergar os benefícios práticos disso, mas é evidente que isso não é possível pois sempre esta criatura chamada “mercado” vai estar no caminho e nesse ponto ou você deixa o real significado de SL e segue em frente, ou assume os riscos de não aceitar as “imposições” mas dorme sossegado por ter feito a coisa certa. Eu escolho a segunda. 😉

  2. O ponto chave é a política de segurança do Debian frente a a decisão da Mozilla Fondation. A política de segurança da MF é bem parecida com alguns empresas de Software Proprietário, não precisa usar a mesma práticas usadas de políticas de segurança que só atualizando a versão do software pois além de infeliz, é uma política equivocada. =(

  3. Olá,

    Respondendo :

    Marcelo : concordo completamente com seu ponto de vista 🙂

    Fike: sim, um dos pontos principais é o suporte a atualizações de segurança, visto que a Mozilla Corporation não tem uma política de atualizações de segurança parecida como a que estamos acostumados com a maioria dos demais softwares livres.

    De fato, eles chegaram a citar que se estivéssemos interessados em atualizações de segurança para versões anteriores do FireFox, que criássemos uma equipe conjunta com representantes de diversas distribuições para manter versões anteriores somente com patches de segurança porque esse não era o foco deles.

    Mas não somente a política de segurança equivocada é um problema, visto que a política de ter que aprovar cada modificação me soa bastante diferente dos ideais de liberdade de modificações. Basicamente, estaríamos simplesmente aceitando 100% o que a Mozilla Corporation aceitasse e deixando de lado quaisquer outras modificações. Agora me digam : onde está a real liberdade de modificar nisso ?

  4. Pensei que só eu conseguia ver isso. As pessoas acabam usando sistemas GNU/Linux por estatus, porque é viável (ou melhor, na maioria das vezes gratuito) ou porque é mais seguro e para algumas pessoas não importa a real finalidade do Software Livre que na minha opinião é a liberdade, o que acaba confundindo quem acaba de encontrar essa “filosofia” e ofuscando o brilho da liberdade em nome do mercado ou comodismo.

  5. Olá Audren,

    Infelizmente, não somos a maioria. A maioria das pessoas prefere a comodidade em detrimento da liberdade. Vemos isso diariamente com drivers binários, codecs proprietários e diversos outros exemplos menores.

    Mas tenha certeza que não é só você que entende que a liberdade é um ponto importante, senão o mais importante desta equação. No mínimo, somos dois.

    Quando comecei a estudar sobre Debian eu nem tinha idéia da existência de coisas apontadas por muitos como principais vantagens do Debian, com o sistema de gerenciamento de pacotes, por exemplo.

    O que mais me chamou a atenção foi a filosofia e os ideais do projeto, sem contar a forma aberta na qual os assuntos são discutidos e os problemas são expostos.

    As vantagens técnicas eu comecei a descobrir depois e eles foram aparecendo como agradáveis surpresas. Isso me fez ter a certeza que a maneira como as coisas deveriam ser feitas era realmente essa, de forma aberta, e de que a liberdade era sim algo muito mais importante do que a comodidade.

  6. Olá, Andrelop e demais:

    Gostaria que dessem uma lida num comentário que postei recentemente a um post no br-linux:
    http://br-linux.org/linux/projeto-debian-decide-manter-o-lider-atual-e-continuar-distribuindo-firmware-nao-livre
    Vejam o primeiro comentário.

    Eu entendo bem a posição do pessoal do Debian e respeito e até acho que existe muita desinformação a respeito, principalmente por quem só está malhando o Debian nessa estória.

    O que eu não entendo é essa notícia de que o Debian vai permitir firmware não-livres, algo para mim mais crítico que logotipo e ter que ter aval para inserir patchs num aplicativo.

    Eu sinceramente gostaria de entender melhor essa questão dos firmwares, alguém aqui (já que vi que aqui tem mais gente envolvida na comunidade Debian) pode me explicar melhor isso? Se alguém puder, alerte-me do comentário pelo e-mail joukim AT yahoo.com

  7. Olá Joaquim,

    Sobre o assunto dos firmwares, trata-se de algo bastante complicado. Eu tive que pesquisar bastante e me aprofundar nas discussões nas listas do projeto para poder votar sobre esse caso, com você pode conferir no meu post sobre um resumo das últimas votações do projeto Debian em http://www.andrelop.org/blog/2006/10/13/resolucoes-gerais-debian-enxurrada-de-votacoes/ .

    Tenho intenção de postar algo sobre esse assunto, mas escrever sore isso demanda algum tempo e alguma pesquisa a mais para não cair no risco de criar ainda mais confusão do que a já existente sobre o caso.

    Vou tentar escrever sobre isso e postar algo nos próximos dias, mas não garanto uma data porque as coisas estão bastante corridas ultimamente e não tenho tido tempo livre para muito coisa, como você pode comprovar pelo tempo que demorei para responder seu comentário.

  8. Sinceramente, que venha o IceWeasel.

    Gosto da política do Debian por ser crítico quanto aos softwares serem realmente livres, e apoio a decisão de trocar o nome, o logo e manter uma versão estável com patches de segurança.

    Pra mim, Debian sempre foi sinônimo de liberdade e estabilidade, se a Mozilla prefere perder seu “market share” por abobrinha, que perca.

  9. Muito bom andré, estava realmente tentando entender tudo isso, e ja estou usando o IceWeasel desde o lançamento pra versão unstable ..

    parabens e era isso que eu queria que voce “Fala-se” no podcast .. hehe

    []s livres

  10. Olá Geek,

    Obrigado pelo comentário. Fiquei feliz de saber que o que escrevi o ajudou a clarear as idéias sobre esse assunto.

    Quando a ser isso o que você queria que eu falasse no podcast, e levando em consideração que o conteúdo já está aqui escrito mesmo, tens aqui minha permissão para, sempre que quiser e achar adequado, comentar sobre o que posto aqui em seus episódios de seu podcast.

    Só peço que cite a fonte (o que sei que você faz mesmo) e, de resto, esteja a vontade para comentar o que quiser ou me solicitar qualquer esclarecimento ou conteúdo que você acredite que possa vir a ser útil para seu podcast.

    Lembre-se que já houve precedente em seu podcast em relação você comentar sobre conteúdo que você leu e achou interessante em outros sites/blogs e, por isso, não necessariamente tudo o que você precise para seu programa precisaria ser “falado” 🙂

  11. mas falado por você é diferente .. andré você é um cara famoso e conhecedor hehe .. precisa falar porra .. escreve menos e fala mais haha !!

    mas valeus vou citar sim !!

    : ]

  12. Olá Geek,

    Hmm, poderia esclarecer como “falado por mim” seria diferente de “falado por qualquer outra pessoa” ? Sou ser humano como todo mundo, apesar de algumas pessoas não concordarem.

    Eu realmente não acho que eu seja diferente de forma alguma. Quanto a ser um cara famoso, eu fico realmente curioso em saber de onde você tirou idéias para chegar a essa conclusão. Eu não sou um cara famoso, não tenho legiões de fãs nem nada do tipo. Aliás, não tenho fã nenhum.

    Acredite, eu não recebo e-mails de fãs frequentemente nem nada do tipo. Aliás, nem frequentemente nem nunca até onde eu consigo lembrar.

    Creio que a idéia de seu podcast seja a troca de conhecimento e, para isso, você utilize diversos meios, como entrevistas com pessoas ligadas a software livre em diversos níveis.

    Mas esse é somente um dos meios, nada impede que outras formas sejam usadas. Isso é tão válido que, como eu já citei anteriormente, já existiram precedentes em seus programas e acho isso muito importante, porque permite que pessoas como eu, que não conseguiriam participar de outra forma, possam de alguma forma passar uma mensagem, uma idéia ou serem ouvidas.

  13. Pra eu entender então

    houve uma concessão da mozilla fundation para que o firefox fose distribuido no debian com um logo diferente do original (depois removeram a consessão) , mais isso fere as leis de marcas registradas da mozilla ? é isso .. o fato deles terem a marca e o logo registrado como patente torna ele não livre certo ?

  14. Olá Geek,

    Antes de mais nada, independente do esforço que eu faça para lhe explicar, certamente os detalhes de toda a história só serão compreendidos a contento se você consultar os links que eu indiquei no meu post original.

    Dito isto, vou tentar buscar na memória sobre o assunto, já que é algo relativamente antigo. O que acontece é que a Mozilla Coporation havia cedido direitos ao Debian para distribuir um logo diferente do logo original.

    Aparentemente houve uma mudança de pessoas que ocupavam a posição que permitia conceder esse direito e a nova pessoa que assumiu essa posição resolveu não continuar concedendo o direito que a pessoa anterior havia concedido.

    As regras do projeto FireFox é que o logo não pode ser modificado a não ser que o nome do navegador seja mudado para algo diferente de FireFox. O pessoal do FireFox basicamente queria que o Debian simplesmente continuasse usando o nome FireFox, mas com o logo original do FireFox, que não era considerado livre segundo o projeto Debian (foi por isso que a concessão original de usar outro logo havia sido concedida em primeiro lugar).

    Essa não era uma opção para o projeto Debian e, atendendo a requisição do próprio pessoal do FireFox (da Mozilla Coporation mais especificamente), o Debian mudou o nome dos produtos Mozilla para poder distribuí-los conforme achava melhor : ICeweasel para o FIreFox, IceDove para o Thunderbird e IceApe para o Mozilla Seamonkey (a suíte completa Mozilla, com navegador, cliente de e-mail, cliente IRC, editor de páginas Web, etc).

    Existem mais detalhes importantes, como o fato da exigência de revisar cada patch e dar um aceite em cada um deles para que possa ser abençoado pelo pessoal do FireFox e poder continuar usando o nome FireFox, mas isso está explicado no post original que fiz.

    Espero ter clareado um pouco as coisas.

  15. Show andré..

    Realmente eu passei umas 2 horas lendo tudo e escrevendo a pauta para o podcast, a unica area que havia ficado vaga, visto o meu desconhecimento de leis de patentes era esta ..

    agradeço agora e no podcast !!

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